Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007

Suspiros Poéticos

A minha varanda

 

Da minha varanda

O olhar alcança

Grande vastidão.

Serve-me de esteio

Pois nela recreio

Minha solidão.

 

Também me acalma

Se a ela recolho

Em qualquer momento

De grande tensão.

Guarda meus segredos

Tristes ou ledos,

Porque ela entende

O meu coração.

 

E, deste mirante,

Em cada instante

Viajo sem fim.

Parto sem medo,

Mas regresso cedo,

Que a minha varanda,

Espera por mim.

 

 

Banco de jardim

 

Banco de repouso

Cansado da velhice,

Já alguém me disse

Que em ti descansa.

Fora numa hora

De um triste dia,

Em que, à tumba fria,

Sua esposa levara.

 

Trazia no peito

Um nó de opressão,

E nem uma lágrima

Dos olhos caía!

Tal era a dor

No seu coração,

Que queria chorar,

E não conseguia.

 

Desde esse dia,

Em ti se sentava,

Falando da solidão

Em que agora vivia

E do coração

Que não esquecia…

Falava na esposa,

E, então… chorava

( Poemas da Autora deste Blog)

 

 

publicado por oserrano às 15:33
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