Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007

Serrana - Poema

 

 

Serrana

 

 

 

Sou filha dos montes

Na serra gerada

Meu berço são urzes

Em tons de lilás.

Pela água das fontes,

Suavemente embalada,

Adormeço em leito de ternura e paz.

 

Vem a cotovia

Meu sono velar

O beijo de “ Bom - dia”

O sol me vem dar !

 

Penteia-me o vento,

Pela madrugada.

Visto-me de nuvens

Que pairam no céu.

E, mesmo ao relento,

Sou aconchegada

Pela bruma do monte

Como doce véu !

 

À noite, meu sono

De mil sons, se enriquece

E a luz da jornada

Comigo adormece.

 

  

A ave mais sábia

Me ensina a ler.

Aulas de solfejo

O melro me dá.

É com pluma de águia

Que inicio a escrever,

As lições da vida

Que aprendi já.

 

E quando as estrelas

Cingem os cumes

E há serenatas à luz do luar,

Iluminam-me à noite

Os vagalumes

E os Elfos do bosque

Vêm comigo bailar.

 

Serrana, serrana.

Serrana, sou sim.

Sou rude e morena,

Mas valeu a pena

Ter nascido serrana

Porque a felicidade

Mora dentro de mim


 

 

 

 

publicado por oserrano às 17:52
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Fevereiro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28

.posts recentes

. Mote e Glosa a Antero de ...

. Poema sobre a vida ( Mote...

. Outono

. Quimeras e Fingimentos - ...

. Meu cavalo alado

. Suspiros Poéticos

. ...

. Serrana - Poema

.arquivos

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

blogs SAPO

.subscrever feeds