Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007

Meu cavalo alado

 

Meu Cavalo Alado

 

Eu tinha um cavalo alado,

No reino de imaginação

Que, quando por mim chamado

Atendia, com prontidão,

Como meu génio privado

De juvenil divagação.

 

Nele punha minha ilusão

De, cavalgando em riste

Viver só da imaginação

E apartar-me do mundo triste

De dor e da desilusão

Que em torno de nós existe.

 

No meu garanhão voando

Eram meus os infinitos.

Fui a juventude rendilhando

De sonhos muito bonitos,

Minha alma apetrechando

De tesouros esquisitos.

 

Fui crescendo, fui crescendo

Sem cair na realidade

De que a vida me ia cercando

Envolvendo-me na totalidade.

E de sonhar m’ia esquecendo

No afã da sociedade.

 

Que fiz de ti, meu alasão?

Em que rincão te deixei?

Já não tenho imaginação…

P’ra voar como voei!

Vaga é a sensação…

Dos mundos que recriei.

 

De um crer, te dei a vida.

E tu, tão fiel me serviste!

Nem de mágoa foi a despedida.

Pois tão subtilmente partiste

Que a magia contigo dividida

Desaparece na bruma, em que te sumiste.

 

Quero-te de volta, ao meu chamamento.

Preciso de ti, alento da solidão,

Porque perdi, nas voltas do tempo,

O dom divino da imaginação.

E tenho na alma o acre lamento,

Da saudade de ti, meu alasão!

( Poema da Autora do Blog )

 

publicado por oserrano às 16:27
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